

Convento de São Francisco (João Pessoa/PB) - 20h30
DIDIER LOCKWOOD E RICARDO HERZ
Didier Lockwood, violino Ricardo Herz, violinos Pedro Simão, violão Pedro Ito, bateria, Meno Del Picchia, baixo
Participação Especial: Quinteto da Paraíba

Igreja da Sé (Olinda/PE) - 20h30
DIDIER LOCKWOOD E RICARDO HERZ
Didier Lockwood, violino, Ricardo Herz, violinos, Pedro Simão, violão Pedro Ito, bateria, Meno Del Picchia, baixo
Participação Especial: Antonio Nóbrega, Siba, Renata Rosa e Seu Luiz Paixão
Lockwood nasceu em Calais, França. Dono de uma carreira eclética, nos anos 70 eletrificou o violino. Atuou com Miles Davis, Herbie Hancock, Jack DeJohnette, Stéphane Grappelli e Wynton Marsalis. Dono de excepcional técnica e agilidade é considerado um dos mais impressionantes e sedutores violinistas do jazz atual, seguindo a tradição dos franceses Stéphane Grappelli e Jean-Luc Ponty. Em quase 50 anos de carreira, gravou 30 álbuns e deu três voltas ao mundo em turnês. Virtuose do violino, compositor e arranjador, o jovem Ricardo Herz tem uma sólida formação acadêmica e atua tanto na música erudita quanto na popular. Estudou na Berklee College of Music em Boston, EUA. Foi vencedor do Júri Popular e terceiro lugar do Prêmio Visa 2004 - Edição Instrumental. Atualmente reside em Paris, onde é professor de música brasileira no Centre des Musiques Didier Lockwood e atua em formações de jazz afro-brasileiro, e em duo com Didier. Na MIMO, o duo contará com participações especiais de Antonio Nóbrega, Siba, Renata Rosa e Seu Luiz Paixão (Olinda) e Quinteto da Paraíba & Mestre João Araújo (João Pessoa).
Obras (a definir)
Igreja Rosário dos Homens Pretos (Olinda/PE) - 19h
ART METAL QUINTETO
Antonio Augusto, trompa, David Alves, trompete, Jessé Sadoc, trompete, Marco Della Favera, trombone, Eliezer Rodrigues, tuba
Formado por cinco experientes músicos de sopros, o Art Metal Quinteto é considerado um dos melhores quintetos de metais brasileiros. Em atividade desde 94, o grupo dedicou-se a garimpar um repertório nacional feito exclusivamente para metais. Reconhecido pela virtuosidade e carisma, lançou três álbuns que caíram no gosto da crítica, nos quais resgataram compositores como Bonfiglio de Oliveira, Zulmira Canavarros e os amazônicos Ernesto Dias, Theóphilo Magalhães e Henrique Gurjão. Em 2008, lançaram o CD 'Dezenovevinteum – Uma história para ouvir', considerado um documento sonoro da produção brasileira para metais do final do século XIX até os dias de hoje.
Obras João Elias da Cunha, Bonfiglio de Oliveira, Zulmira Canavarros, Jessé Sadoc Junior, Henrique Alves Mesquita.
Convento de São Francisco (Olinda/PE) - 18h
FERNANDO SODRÉ
Fernando Sodré, viola caipira e de 14 cordas
Um dos mais importantes representantes da nova geração de violeiros, Fernando Sodré busca no instrumento tradicional novos caminhos e experiências sonoras. Na investigação incessante de possibilidades para a viola caipira criou em parceria com a Hootz Lutheria, a viola de 14 cordas, um instrumento único, com maior extensão harmônica e um timbre surpreendente. Influenciado pela música de Raphael Rabello, Pat Metheny e Paco de Lucia, o violeiro lançou os elogiados álbuns “Fernando Sodré” e “Rio de Contrastes”. Na MIMO, Sodré apresenta obras de Pixinguinha, Astor Piazzolla, Cartola e Léo Brouwer. O trabalho é inovador, tanto pela execução das peças até então não exploradas para este instrumento, quanto pela formação sugerida, unindo a viola caipira a gêneros como choro, samba e jazz.
Obras Fernando Sodré, Almir Sater, João Pernambuco, Garoto, Astor Piazzolla, Pixinguinha, Ernesto Nazaré, Geraldo Vandré, Cartola, Edu Lobo, Capinam, Leo Bouwer.

Ordem Terceira do Carmo (Recife) - 17h
DUO MILEWSKI
Jerzy Milewski, violino, Aleida Schweitzer, piano
O violinista Jerzy Milewski e a pianista Aleida Schweitzer formam o Duo Milewski. Polonês naturalizado brasileiro, Jerzy foi considerado um prodígio aos seis anos. Cursou a Academia de Música de Varsóvia e tocou nos mais importantes teatros da Europa, da Ásia e das Américas com a Orquestra de Câmara Nacional da Polônia. Reconhecida pela sua original interpretação das peças de Bach, Aleida é catarinense. Foi aluna de Guerra-Peixe e Homero de Magalhães. Fundou mais de vinte corais no sul do país, nos quais trabalhou como regente. Atuou ao lado de outros grandes solistas como o flautista Jean-Pierre Rampal, o violinista Daniel Heifetz e o violoncelista Boris Pergamenshikov. Além do trabalho camerístico, o Duo desenvolve intenso trabalho didático. Desde 2005, é responsável pelo projeto MIMO para Iniciantes, que realiza visitas às escolas da rede pública de ensino, promovendo o primeiro contato de crianças e adolescentes com a música instrumental.
Obras J. Halvorsen, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, H. Villa-Lobos, M. de Falla, Astor Piazzolla, G. Gershwin.
Mosteiro de São Bento (Olinda/PE) - 18h
ST. PETERSBURG STRING QUARTET
Alla Aranovskaya, violino, Alla Krolevich, violino, Boris Vayner, viola, Leonid Shukayev, violoncelo
Obras: F. Mendelssohn, I. Tchaikovsky e D. Shostakovich.
Convento de São Francisco (Olinda/PE) - 18h30
TRIO DE CÂMARA BRASILEIRO
Caio Cezar, direção musical, arranjos e violão, Pedro Amorim, bandolim e violão tenor, Alessandro Valente, arranjos e cavaquinho
Formado em 2003 pelo violonista e diretor musical Caio Cezar, pelo bandolinista Pedro Amorim e pelo cavaquinista Alessandro Valente, o Trio de Câmara Brasileiro estréia na MIMO, em primeiríssima mão, o repertório de 'Saudades de Princesa', dedicado à obra do violonista Canhoto da Paraíba. Amigos de longa data, Caio e Canhoto, partiram no final dos anos 90 para uma série de concertos juntos, cujo objetivo maior era transformar as apresentações num disco de inéditas. Na época, Canhoto acabou doente e impossibilitado de tocar seu magistral violão. Caio assumiu a tarefa sozinho e localizou 25 composições jamais gravadas. Com o Trio de Câmara Brasileiro, passou a desbravar estes choros, valsas e canções e imprimir um tratamento camerístico às refinadas melodias de Canhoto. Das inéditas, o público terá o gostinho de ouvir o choro “Glória da Relâmpago”, a valsa “Lourdinha” e a faixa-título, homenagem à Princesa Isabel, cidade natal do grande Canhoto da Paraíba.
Obras Canhoto da Paraíba.
Seminário de Olinda (Olinda/PE), - 19h
TONINHO HORTA
Toninho Horta, voz, violão e guitarra, André Dequech, teclados, Yuri Popoff, baixo elétrico, Neném, bateria, Lena Horta, flauta.
Guitarrista, compositor e arranjador de uma sofisticação sem igual, Toninho Horta foi um dos principais componentes do lendário “Clube da Esquina”, ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, dentre outros. Considerado um dos músicos mais influentes do século XX, Toninho entrou duas vezes na seleção dos dez maiores guitarristas de jazz, da revista inglesa Melody Maker. Freqüentou a Juilliard School of Music, de Nova York, e tornou-se um instrumentista requisitado por grandes músicos do jazz norte-americano. Tocou com Wayne Shorter, Pat Metheny, Manhattan Transfer, Sérgio Mendes, Toots Thielemann, Orchestra Gil Evans, Herbie Hancock, Keith Jarret e Ryuich Sakamoto, entre outros. No Brasil, acompanhou Elis Regina, Chico Buarque, Gal Costa, Maria Bethânia, João Bosco e Edu Lobo. Sua música faz uma mistura ampla de jazz, música clássica, bossa nova, música sacra e folclórica mineira. Já gravou cerca de 20 discos individuais.
Obras de Toninho Horta, Fernando Brant, Yuri Popoff and André Dequech.
Igreja da Sé (Olinda/PE) - 20h30
ORQUESTRA SINFÔNICA DE BARRA MANSA
Guilherme Bernstein e Vantoil de Souza Junior, regentes. Solista, Luiz de Moura Castro, piano
É formada por 92 jovens músicos, todos entre 14 e 24 anos, vindos do projeto ‘Música nas Escolas’, que atende cerca de cinco mil alunos da rede municipal de Barra Mansa, no Rio de Janeiro. Sob a regência de Guilherme Bernstein e do diretor artístico e maestro titular Vantoil de Souza Júnior, acompanhou solistas como a cantora lírica Eliane Coelho, a pianista Maria Clodes Jaguaribe e a violoncelista israelense Ina Joost. Em 2008, fez sua estréia internacional em apresentações na Argentina. Em 2009, foi regida por Isaac Karabtchevsky, o que lhe rendeu o convite para atuar como ‘orquestra residente’ da MIMO nesta edição. O pianista Luiz de Moura Castro possui uma sólida carreira internacional. Durante o último ano deu recitais no Japão, na Rússia, Itália, República Checa, Bélgica, Portugal, Estados Unidos e no Brasil. Apresentou-se com as orquestras sinfônicas de Hartford e de Caracas. É altamente apreciado como pedagogo, fazendo parte do Who’s Who mundial de músicos e da lista americana “The most wanted Piano Teachers in the U.S.A.” Gravou mais de 20 CDs, organiza o Festival de Liszt no Rio de Janeiro e pertence à American Liszt Society.
Obras G. Verdi, L. Beethoven, I. Tchaikovsky e H. Villa-Lobos.

Basílica do Carmo (Recife), - 17h
ST. PETERSBURG STRING QUARTET
Alla Aranovskaya, violino, Alla Krolevich, violino, Boris Vayner, viola, Leonid Shukayev, violoncelo.Com Luís de Moura Castro, piano.
A MIMO 2009 traz, com exclusividade ao Brasil, um dos mais destacados quartetos de cordas mundiais, o St. Petersburg String Quartet. Colecionadores de prêmios e aplausos no mundo inteiro, ao longo dos seus 25 anos de existência o grupo especializou-se na execução e gravação de repertórios complexos, registrando 19 discos, dentre eles 9 dedicados ao ciclo completo de quartetos de cordas do compositor russo Dmitri Shostakovich, considerado os mais importantes do gênero escritos no século XX. O St. Petersburg foi indicado ao Grammy Awards como “melhor gravação” e é um dos mais bem cotados no ranking de duas revistas especializadas, a americana Stereo Review e a inglesa Gramophone. Também são diversos os lugares onde o quarteto realizou recitais nas últimas temporadas: Alemanha, México e em festivais nos Estados Unidos, incluindo o célebre Lincoln Center, em Nova York. No ano passado, tocaram em Washington, no Schleswig-Holstein Music Festival e no Amsterdam Concertgebouw. Pode-se dizer que uma coletânea de música clássica só está realmente completa quando traz gravações destes músicos extraordinários.
Obras: F. Schubert, E. Schulhoff, A. Borodin, W. Mozart
Igreja Rosário dos Homens Pretos (Olinda/PE) - 18h
QUINTETO SOPRO BRASIL
Conceição Casado, flauta transversal, Radegundis Tavares, trompa, Isaias Rafael, clarineta,Artur Orterblad, oboé, Valdir Caíres, fagote
O Quinteto Sopro Brasil é um dos mais promissores grupos de câmara do Nordeste. Seus integrantes são professores do Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco e mantém prósperas carreiras individuais. Com apenas dois anos atuando no cenário artístico, o grupo já fez diversas apresentações em Pernambuco e realizou a primeira turnê internacional passando por várias universidades dos Estados Unidos como Memphis, Iowa, Amherst, New York e Greenville. Focado na pesquisa e execução de repertórios brasileiros para a formação que reúne flauta, trompa, clarineta, oboé e fagote, o Quinteto passeia por obras dos séculos XVIII, XIX e XX, com especial ênfase nos compositores brasileiros contemporâneos.
Obras C. Debussy, Fernando Morais, Radamés Gnattali, Carmargo Guarnieri, Júlio Medaglia, N. Rimsky-Korsakov e L. Beethoven
Seminário de Olinda (Olinda/PE), - 19h
ANTONIO NÓBREGA E ORQUESTRA RETRATOS DO NORDESTE
Antonio Nóbrega, rabeca. Orquestra Retratos do Nordeste: Marco César, direção musical e bandolim, Moema Macedo, bandolim, Maíra Macedo, bandola , João Paulo, bandola,Rafael Marques, bandoloncelo, Adelmo Arcoverde, viola, Eduardo Rabelo,viola,Leonilcio Deolindo, cavaco, Rubens França, violão, Antônio Cláudio, violão baixo, Tadeu dos Santos, percussão, Lucas dos Prazeres, percussão
Artista ímpar, Antonio Nóbrega é cantor, rabequeiro, brincante, dançarino e pesquisador. Natural de Recife, estudou violino clássico e canto lírico. Nos anos 70 participou do Quinteto Armorial, com o qual gravou quatro discos e excursionou pelo mundo divulgando a música tradicional nordestina. A partir de 1976 começa a conceber seus próprios espetáculos, misturando dança, artes cênicas e música. Pesquisador de dança e música brasileira, radicou-se em São Paulo em 1983 e ajudou a implantar o Departamento de Artes Corporais da Unicamp. Nóbrega revelou-se um fenômeno, ao conseguir unir a arte popular com a sofisticação. Tem vários CDs gravados e um DVD “Lunário Perpétuo”, no qual apresenta um raro momento de magia ao cantar o romance de Riobaldo e Diadorim, extraído de Grande Sertão: Veredas, do escritor Guimarães Rosa. Formada pelo bandolinista Marco César, a Orquestra Retratos do Nordeste apresenta uma formação instrumental de Cordas Dedilhadas, inédita na América Latina. Muito elogiada por seu alto nível artístico, a orquestra concentra suas forças na ampliação, execução e divulgação da música nordestina popular erudita.
Obras (a definir)
Palco Praça do Carmo (Olinda/PE) - 21h30
BUENA VISTA SOCIAL CLUB STARS
Amadito Valdes, timbales,Barbarito Torres, alaúde,Fabian García, baixo acústico,Teresa Caturla, voz,Mayito Rivera, voz,Idania Valdes, voz, Rodolfo Argudin, piano,Johannes Bonat Gracía, bongo,René Suarez Zapata, timbal, Rolando Salgado, congas,Tommy Lowey García, trompete,Heikel Fabian Trimiño, trombone
Descoberto pelo mundo através do documentário produzido por Ry Cooder e Wim Wenders, o projeto Buena Vista Social Club transformou-se na maior referência da música produzida em Cuba. Sucesso internacional sem precedentes, o Buena Vista ganhou o mundo a partir de 1998 e deu notoriedade a cantores e músicos lendários como Ibrahim Ferrer, Ruben González, Eliades Ochoa, Omara Portuondo, Compay Segundo, entre outros. Estrelas da formação original e duas referências vivas da turnê e do filme, o percussionista Amadito Valdes, “a baqueta de ouro do Buena Vista” e Barbarito Torres, “o rei do Alaúde”, fazem na MIMO 2009 a primeira apresentação do grupo no Nordeste do Brasil. A dupla será acompanhada de convidados peso pesados, entre eles músicos tradicionais e da nova geração, como Tereza Garcia Caturla, a Tete, grande diva do canto cubano, o baixista Fabian García, os cantores Mayito Rivera (Los Van Van) e Idania Valdes, uma das revelações da atual música cubana. Complementam ainda, integrantes da super banda AfroCuban All Stars, todos músicos conhecidos internacionalmente por sua qualidade e que atestam o excelente nível dos artistas e músicos vindos da música da Ilha de Fidel.
Obras Bárbarito Torres, Alejandro García Caturla, Compay Segundo e Isolina Carrillo

Igreja da Sé (Olinda/PE) - 11h30
ORQUESTRA MIMO ENCERRAMENTO DAS OFICINAS DE FORMAÇÃO DE ORQUESTRA
Maestro Duda, regente, compositor residente e solista convidado
As ações educativas da MIMO semeiam carreiras artísticas dos jovens músicos que vêm a Olinda na intenção de praticar músicas de câmara e orquestral e desbravar repertórios. Durante a semana do festival, uma equipe de instrumentistas de alto gabarito assume o papel de professores das Oficinas de Formação de Orquestra. São eles: Nayran Pessanha, Marco César, Adelmo Arcoverde, Elione Medeiros, Antonio Augusto, João Luiz Areias e Rodrigo Foti, todos com vasta experiência didática e interpretativa, atuantes nos cenários popular e erudito em suas diversas formações. Coordenados pelo maestro Caio Cezar e a violinista Ana de Oliveira, neste concerto apresentam o resultado do trabalho realizado nos naipes e na Orquestra MIMO, integrada por alunos das Oficinas. Em 2009, a Orquestra MIMO será regida pelo pernambucano José Ursicino da Silva, mais conhecido como Maestro Duda. Um dos grandes nomes da música brasileira, seja como instrumentista, arranjador ou compositor, Duda ocupa a cadeira de 'Compositor Residente' do festival, tendo a sua obra revisitada por cerca de 300 jovens.
Obras de Maestro Duda, Steven Griffin, Cesar Guerra-Peixe, Adelmo Arcoverde, W. A. Mozart, Paul Dukas, Charles Wuorinen e Claude Debussy.
Praça do Carmo (Olinda/PE) - 16h
ENCONTROS (Coreto da Praça)
Com intuito de receber livremente diversas formações musicais, a MIMO abre o Coreto da Praça do Carmo para solistas, grupos e orquestras que tenham desejo de participar do festival e, também, para os alunos vindos da sua etapa educativa. A idéia é que através destas jam sessions, esses grupos apresentem seus trabalhos individuais e em encontros espontâneos surgidos durante a semana da MIMO.
Basílica do Carmo (Recife) - 17h
ORQUESTRA SINFÔNICA DO RECIFE
Regência Isaac Karabtchevsky
A Sinfônica do Recife, a mais antiga orquestra do país em atividade ininterrupta, prestes a fazer 80 anos de existência, será regida na MIMO pelo maestro Isaac Karabtchevsky. Fundada pelo maestro Vicente Fittipaldi com esforços de Walter Cox e do compositor Ernani Braga, a OSR realiza uma média de 32 concertos anuais, divididos em oficiais, especiais, multimídias, populares (estes, ao ar livre) e comunitários (que levam repertórios clássicos às comunidades). Sob os cuidados de seu diretor artístico e regente titular Osman Gioia, a OSR gravou em 2005 o premiado CD “Sivuca Sinfônico” e, em 2008, “Pixinguinha Sinfônico Popular” (Série Pixinguinha), todos bastante elogiado pela crítica especializada. Nome que dispensa apresentações, o paulistano Isaac Karabtchevsky nasceu numa família russa e se tornou a maior referência em regência no Brasil. São incontáveis as suas contribuições para o segmento, nos cerca de 40 anos de carreira. É diretor musical da Orchestre National des Pays de la Loire, na França e, no Brasil, é diretor artístico e regente titular da Orquestra Petrobras Sinfônica do Rio de Janeiro e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.
Obras : C. Gomes, I. Tchaikovsky e F. Mendelssohn.
Convento de São Francisco (Olinda/PE), - 18h30
JOANA BOECHAT
Joana Boechat, piano
Pianista, 24 anos, mineira de Belo Horizonte, iniciou seus estudos musicais aos 4 anos de idade. Foi aluna das professoras Rosiane Lemos e Celina Szrvinsk, se tornando bacharel em piano pela UFMG. Participou em masterclasses com os professores Washington Barella, Fany Solter, Mirta Herrera (Argentina), Luiz Senize, Paolo Giacometi (Itália), Michael Ühde (Alemanha) e Nahim Marun. Premiada em diversos concursos nacionais e internacionais, entre eles Prinses Christina Concours, na Holanda em 2002, a jovem Joana Boechat vem realizando uma carreira ascendente e na MIMO dará uma prova de seu talento e virtuosismo. Obras D. Scarlatti, J. Brahms, A. Scriabin, C. Debussy, R. Miranda, C. Guarnieri e A. Ginastera.
Obras D. Scarlatti, J. Brahms, A. Scriabin, C. Debussy, R. Miranda, C. Guarnieri e A. Ginastera.
Seminário de Olinda (Olinda/PE) - 19h
JAM DA SILVA
Jam da Silva, voz, percussão e bateria, Gustavo Corsi, guitarra e vocal, Marion Lemonnier, piano Rhodes, escaleta, programações e vocal, Garnize, percussão, Walter Pereira, baixo. Participação Especial: Isaar
Natural de Recife, Jam da Silva é bem mais do que baterista ou percussionista, instrumentos que domina de olhos fechados. Isso porque o material de suas composições vem dos sons da rua. O artista anda para cima e para baixo com um computador portátil e grava nele todos os ruídos que instigam a sua percepção, sejam conversas em ônibus, orações em mesquitas, o passo ritmado de um pescador na beira mar. E, embora tenha estudado na Universidade da Música por cinco anos, são as ruas que fornecem régua e compasso para suas invenções. Um mosaico de texturas e timbres para pandeiros, cuícas, berimbau e bateria, fundamentam a arte do pernambucano, que usa pedais analógicos e percussão eletrônica, esgarçando os tempos, repetindo frases, distorcendo o som dos instrumentos. O resultado está em trilhas de filmes, gravações de cantoras como Roberta Sá e Elba Ramalho, dos angolanos WySA e Paulo Flores, dos franceses Seb Martel e Massilia Sound System e nos discos 'Contraditório?', da Orchestra Santa Massa, fundada por ele com DJ Dolores, e 'Dia Santo', o primeiro solo, lançado este ano.
Obras Jam da Silva, Zé Guilherme Allen, Chico Neves, Isaar e Junio Barreto.
Igreja da Sé (Olinda/PE) - 20h30
GONZALO RUBALCABA, DAVID LINX & SERGIO KRAKOWSKI
Gonzalo Rubalcaba, piano, David Linx, voz, Sergio Krakowski, percussão
Gonzalo nasceu em Cuba. Filho do pianista Guillermo Rubalcaba, assimilou a música através de gravações dos mestres do jazz americano dos anos 40 a 70. Sua carreira ganhou notoriedade a partir de uma visita a Havana do lendário trompetista Dizzy Gillespie, que impressionado com o seu talento, lhe abriu as portas do mercado internacional. Ganhador de dois Grammys, lançou mais de 10 discos e viaja pelo mundo em apresentações em salas de concerto e festivais. David Linx é belga. Aprendeu música ainda pequeno, quando se apaixonou pelo piano e por cantar Ella Fitzgerald. Decidiu pelo canto e acertou em cheio: atualmente é considerado a maior expressão do canto jazzístico na Europa. Sua brilhante carreira passeia por contribuições a artistas como Toots Thielemans, Billy Cobham, Didier Lockwood, Richard Galliano, Ivan Lins, Omara Portuondo, James Baldwin, L’Orquestre de Count Basie, Ray Lema, Maria João e Mario Laginha. Gravou 19 discos e dirigiu os álbuns do cubano Erick de Armas e do brasileiro Ricardo Teté. Atualmente, prepara o CD “Paris”, onde atrizes como Catherine Deneuve, Charlotte Rampling, Hanna Schygulla e Emmanuelle Béart cantam cada uma em um bairro da cidade luz. Sergio Krakowski é autodidata no pandeiro e matemático por formação. Criativo e atento às tendências sonoras mundiais, foi na Lapa, reduto boêmio do Rio de Janeiro, que aperfeiçoou sua técnica. Como integrante do quinteto Tira Poeira, acompanhou cantores como Maria Bethânia, Lenine e Beth Carvalho. Nos últimos anos, Sergio tem crescido perante os ouvidos internacionais ao se apresentar e ministrar workshops em festivais na Itália, França, Suécia, Alemanha e Inglaterra. Os artistas desembarcam na MIMO, para um encontro inédito de puro suingue e jazz.
Obras G. Rubalcaba, D. Linx, Villa-Lobos, Mario Laginha, Lenine, Pixinguinha, C. Barnet, E. Gismonti.

Igreja de Guadalupe (Olinda/PE) - 18h30
QUINTETO DE METAIS NORDESTE
Roque Neto ,1º trompete, Marquinhos Carneiro, 2º trompete, Misael França, trombone, Ageu Leite , trompa, Iris Ângela, tuba
Formado por cinco reconhecidos músicos dos sopros de Pernambuco, o Quinteto de Metais Nordeste, nasceu com a proposta original de promover a música de câmara brasileira para a formação, ainda pouco conhecida no Brasil. Dedica-se com maior ênfase a execução das obras composta pelo Maestro Duda, um dos compositores brasileiros que mais criou para a formação. O conjunto vem se apresentando regularmente em recitais em Recife e ganhando destaque por sua concepção interpretativa, aliando talento, estilo, técnica e novas idéias musicais a escolha de repertórios identificados com o público.
Obras Maestro Duda
Igreja da Sé (Olinda/PE), - 11h30
ORQUESTRA SINFÔNICA DE BARRA MANSA ENCERRAMENTO DO CURSO DE REGÊNCIA
Neste concerto, a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa se apresenta sob a regência de jovens maestros selecionados no Curso de Regência do festival, que apresentam ao grande público o resultado deste importante trabalho dedicado aos profissionais que buscam oportunidades no campo da regência. Um dos destaques da Etapa Educativa da MIMO, o Curso de Regência é ministrado pelo mais importante maestro brasileiro, Isaac Karabtchevsky. O concerto terá como solista Luis Fernando Rayo, ao piano. Gaúcho, este jovem de 21 anos vem se destacando em diversas competições para piano no Brasil. Acaba de ser escolhido como 1° lugar no Concurso de Piano “Artlivre”, de São Paulo, executando o Concerto n° 5, em mi bemol maior, “Imperador”, de Beethoven.
Obras L. Beethoven, H. Villa-Lobos e R. Schumann.
Praça do Carmo (Olinda/PE) - 16h
GRANDE CIA. BRASILEIRA DE MYSTÉRIOS E NOVIDADAES
Ligia Veiga, concepção e direção, Helio Eichbauer, direção de arte,Tato Taborda, direção musical, Marília Felippe, preparação corporal, Alba Lírio, preparação vocal, Feu Andrade, cenotécnico, Márcia Brandão, design gráfico, Marinela Carneiro, produção, Jamil Chevitarese, técnico de som.
Atores: Richard Riguetti, Almeidinha Kitengue, Mafalda Pequenino, Mauri Aklander, Domingos de Alcântara Georgete Fadel, Pedro Struchiner, Fábio Prudente, Maksin Oliveira, Dan Ortlieb, Diogo Monteiro, Jefferson Preto
Músicos : Adriana Aragão, Beth Beli, Lelena Anhaia, Ligia Veiga e Simone Soul
A Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades é formada por artistas de teatro e circo que desenvolvem um trabalho contemporâneo de teatro de rua. Com suas coreografias em pernas-de-pau, a Cia. busca recuperar a linguagem musical e gestual dos antigos atores/músicos populares, inscrevendo-se na categoria do Circo Dramático, que inclui teatro, dança e música. Foi criada nos anos 90, na cidade de São Paulo, quando a diretora Ligia Veiga retornou ao Brasil depois de cinco anos atuando no Teatro Pirata, companhia italiana de teatro de rua. Tem em seu repertório espetáculos que envolvem música ao vivo, teatro de rua, perna-de-pau, elementos brasileiros da tradição, pesquisa das raízes culturais brasileiras, contribuindo assim para a preservação da memória cultural do país, num trabalho surpreende e de rara beleza.
Obras Ligia Veiga, Simone Soul, Lelena Anhaia e Beth Beli
Igreja de São Pedro (Olinda/PE) - 18h
QUARTETO RADAMÉS GNATTALI
Carla Rincón, violino, Vinicius Amaral, violino, Fernando Thebaldi, viola, Paulo Santoro, violoncelo
Compositores com a verve de Heitor Villa-Lobos e Radamés Gnattali sempre serão lembrados pela genialidade de suas criações. Por isso, o Quarteto Radamés Gnattali elegeu as obras de Villa-Lobos para, meio século após sua morte, viajar com eles Brasil adentro e mundo afora. Só este ano já encantaram platéias em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil, Cidade do Cabo e Pretoria, na África do Sul, e Asunción, no Paraguai. Isso sem falar nos 15 Concertos Didáticos que apresentaram no Piauí, Acre e Mato Grosso, baseados no 'Guia Prático', de Villa-Lobos. Apontado como um dos mais vibrantes e dinâmicos de sua geração, o quarteto se destaca pela versatilidade com que combina o repertório tradicional e a missão de difundir a música brasileira de concerto. Além da técnica impecável, um dos pontos altos do trabalho é a facilidade de se comunicar com o público. O álbum de estréia foi elogiado pela revista inglesa The Strad em virtude da “interpretação enérgica, temperada por um toque nostálgico” que eles fazem das composições de Cláudio Santoro e Camargo Guarnieri.
Obras H. Villa-Lobos e C. Santoro
Seminário de Olinda (Olinda/PE) - 19h
CESAR CAMARGO MARIANO
Cesar Camargo Mariano, piano
Autodidata, Cesar Camargo Mariano desenvolveu uma carreira do mais alto calibre como pianista, arranjador, produtor e compositor, e é hoje um dos músicos brasileiros mais requisitados em todo o mundo. No início dos anos 60, o jovem pianista já impressionava com seu suingue, característica e habilidade de sua hoje legendária mão esquerda. Dedicou-se por muitos anos como arranjador e produtor de Wilson Simonal e Elis Regina, o que lhe resultou em importante reconhecimento nacional e internacional. Também como produtor e arranjador, trabalhou com Chico Buarque, Tom Jobim, Ivan Lins, Ney Matogrosso, Nara Leão, Gal Costa e João Bosco. Lançou mais de 30 discos, sendo “Samambaia” considerada um dos 10 melhores de música instrumental já editados no mundo. Entre suas mais de 200 composições, figuram as hoje clássicas “Samambaia”, “Cristal” e “Curumim”, gravadas também por grandes artistas como Yo-Yo Ma, Paquito D’Rivera, Clare Fisher e Ettore Stratta & The London Royal Philharmonic. Entre vários prêmios nacionais e internacionais, Cesar Camargo recebeu dos Diretores da Academia de Artes e Ciências o “Lifetime Achievement Latin Grammy® Award” 2006, em reconhecimento à importância do conjunto de sua obra.
Obras Cesar Camargo Mariano.
Igreja da Sé (Olinda/PE) - 20h30
HERMETO PASCOAL
Hermeto Pascoal, flauta, flautim, piano, baixo, tamancos, pilões, bonecos, bichinhos de borracha, chaleiras, molas, calotas, pedacinhos de madeira, entre outros, Fabio Pascoal, percussão, Ajurina Zwarg, bateria, Itiberê Zwarg, baixo, Vinícius Dorin, sopros, André Marques, piano, Aline Morena, voz
Conhecido como "o bruxo" ou "o mago" dos sons, é considerado um dos maiores gênios em atividade na música mundial. Multi-instrumentista, Hermeto Paschoal nasceu em Arapiraca, interior de Alagoas, e desde pequeno aprendeu a tocar flauta e sanfona. Aos 11 anos de idade já se apresentava em forrós e feiras na companhia do irmão. Passou a ficar conhecido a partir dos anos 60, por seu pioneirismo em experiências progressivas com ritmos nordestinos, como o baião e o xaxado, acrescentando a eles seqüências harmônicas contemporâneas, jazzísticas. Hermeto surpreende combinando sons experimentais, levando a música instrumental brasileira aonde jamais se sonhou chegar, sem comprometer o virtuosismo e a criatividade. Compõe de tudo: valsas, choros, maxixes.
No início da década de 70 gravou com Miles Davis e desde então participa regurlamente dos principais festivais dos Estados Unidos e Europa, onde é muito popular, especialmente entre músicos. Compôs peças sinfônicas, construiu instrumentos e gravou diversos discos por gravadoras diferentes.
Obras Hermeto Pascoal.
Endereços das Igrejas de João Pessoa e Recife:
Convento de São Francisco
Praça de São Francisco, s/n - Centro - João Pessoa/PB
Ordem Terceira do Carmo
Av. Dantas Barreto, 646 - Recife/PE
Basílica do Carmo
Av. NS do Carmo, s/n - Santo Antônio - Recife/PE



MIMO 2009 | Mostra Internacional de Música em Olinda
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